Geração Y, parte 2

COMPORTAMENTO DAS GERAÇÕES X, Y, Z… OOPS, ACABOU O ALFABETO – PARTE 2

O que você sabe sobre “gerações”, e sobre seus comportamentos no mercado de trabalho? Mais do que uma sopa de letrinhas do alfabeto, há variações gritantes entre uma geração e outra. Vamos analisar juntos algumas dessas diferenças, neste artigo que é a parte 2 deste tema:

 

O vinil dá lugar ao CD. Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas são filmes inspiradores. Surgem videogames de alta definição. Uma variedade de equipamentos modernos são disponibilizados para o trabalho e para o laser: laptop, ipod, iphone, ipad… As oportunidades e formas de comunicação tornaram-se infinitas, e o Facebook pode ser, hoje, a principal ferramenta de interação social.

Entre meados dos anos 70 e 90, nasce a geração que super valoriza a autoestima: a “Y”. Seus pais lhe ensinaram suas primeiras palavras, mas a internet lhe ensinou a “como, e sobre o que falar”.

Geração Y, parte 2

Receber apoio financeiro e morar na casa dos pais, ainda lá pelos 30 anos de idade, não é incomum. Afinal, é alí que eles encontram a principal motivação para acreditarem, de verdade, que o mundo gira somente ao redor deles – “tudo bem, às vezes, ao redor dos outros também”.

Talvez numa tentativa desenfreada de seus pais em se rebelarem contra um estilo excessivamente tradicional das famílias anteriores – os pais do Ys tornarem-se seus amigos. Com um número cada vez mais reduzido de filhos, a atenção e dedicação dos pais aos filhos aumentou exponencialmente.

“Eu sou o máximo!” Assim como nas escolas, os Ys foram estimulados à competição também no mercado de trabalho. Cresceram ouvindo de seus pais: “você pode tudo o que quiser”, “ser o que quiser”, “você é um vencedor”, “é extremamente talentoso”, “todos devem prestar atenção em você”, “olhe como você é o máximo!”… “EU SOU O MÁXIMO!”

Perder numa competição, estaria totalmente fora de questão! Alguns acham que esse tipo de “incentivo exagerado” dos pais, teria comprometido a presença de uma certa dose de modéstia, necessária ao autoconhecimento, e imprescindível para um desenvolvimento saudável e adaptativo.

Eles são os Ys, também conhecidos como: “Geração da Internet”, “Nexters”, “Geração do Milênio”, “iGeneration”, mas principalmente por Geração Y. Mas, por que “Y”? Porque Y, em inglês, se pronuncia como “Why”, o que quer dizer: “Por quê?”. É isso: uma geração questionadora, curiosa, e estimulada ao conhecimento contínuo.

O guru Peter Senge, autor de “A Dança das Mudanças”, comenta numa de suas principais obras que “o aprendizado contínuo é essencial nas organizações que quiserem manter-se competitivas”.

Grandes organizações conseguiram perceber a importância de se tirar vantagem das diferenças entre as gerações, disponíveis dentre seus funcionários.

Os boomers e os Xs, como profissionais mais experientes, ensinam o que sabem aos novos Ys. E os Ys, por sua vez, também contribuem bastante, ao familiarizar os Xs e os boomers com o que a tecnologia traz de mudanças contínuas – e rápidas.

Os boomers tinham em mente que um emprego deveria ser para a vida toda. Trabalhar numa mesma empresa até a aposentadoria, seria o mais acertado. Os Xs achavam que você deveria trabalhar numa mesma empresa por muitos e muitos anos, antes de pensar em migrar para outra. Do contrário, você poderia ser considerado como um candidato “instável” ou que “pula de emprego em emprego”, e isso poderia comprometê-lo durante uma entrevista a um novo emprego.

Já os Ys vieram com muita pressa, e pouca paciência! Queriam chegar rapidamente ao topo da organização, para poder mostrar a todos o seu potencial. Mas também pulariam rapidamente para uma empresa concorrente, se nessa outra recebessem melhores oportunidades para isso.

Num ambiente de trabalho, os Ys buscam o mesmo tratamento que estavam acostumados a receber na casa de seus pais. Eles sentem falta do encorajamento constante, e também de uma certa superproteção acolhedora, para que se sintam em casa.

Além de altamente influenciados pelo contexto político e sócio-ambiental em que foram criados, os Ys esperam que seus chefes sejam, na verdade, seus mentores.

Como forma de reconhecimento a um bom trabalho e de metas cumpridas, bônus e premiações de todos os tipos são extremamente motivadores. No entanto, a Geração Y valoriza, ainda mais, o que seus chefes pensam sobre seu desempenho no trabalho.

Pense bem: não é ótimo pra você, supervisor, saber que sua equipe é motivada pelo que você pensa a respeito deles?

A geração Y é ótima para trabalhos em equipes. São abertos ao diálogo, querem saber se todos estão de acordo com uma mesma solução para um problema, encorajam-se mutuamente. Há uma preocupação latente sobre o que os outros pensam, e isso acaba criando laços fortes e equipes consistentes. E por se acharem a melhor equipe da organização, esperam ser reconhecidos e premiados por isso!

A “Gen Y” também inova, ao trazer para o ambiente de trabalho a noção de que trabalhar horas a fio não significa, necessariamente, atingir melhores resultados. Procuram limitar o trabalho ao trabalho, e valorizam muito mais seus momentos de laser. Com o avanço da tecnologia, e as facilidades que ela traz, há uma tendência cada vez maior em não mais ficar restrito a horas de trabalho reguladas, e a poder trabalhar também de suas casas – vamos ver como isso vai impactar a Geração Z, na parte 3 deste tema …

Até lá!

Claudio Cordeiro

15+ anos Gestor de Pessoas em grandes multinacionais. Especialista em Direito do Trabalho.