Geração Z no mercado de trabalho - Parte 3

COMPORTAMENTO DAS GERAÇÕES X, Y, Z… OOPS, ACABOU O ALFABETO – PARTE 3

Em “COMPORTAMENTO DAS GERAÇÕES X, Y, Z, Parte 3, vamos analisar o que é a Geração Z, e qual seu comportamento no mercado de trabalho ?

Mais do que uma sopa de letrinhas do alfabeto, há variações gritantes entre uma geração e outra. Vamos analisar juntos algumas dessas diferenças, neste artigo que é a parte 3 e última deste tema:

Entre a segunda metade dos anos 90 até aproximadamente 2010, nasce finalmente a Geração Z. Para esta geração digital, o mundo sem internet é inimaginável! Com tantas opções disponibilizadas pela tecnologia hoje, é até estranho alguém ficar sem resposta a qualquer pergunta, que não possa ser respondida imediatamente. Basta buscar no Google… ou, como se diz em inglês pelo mundo afora, “just google it!”

Comunicação e informação instantâneas! Não há limites para os Zs se comunicarem a qualquer hora, com qualquer pessoa, em qualquer lugar. Com frequência, imersos e alheios ao que acontece no ambiente físico ao seu redor, estão de cabeças baixas digitando mensagens em seus smartphones, postando no Facebook, Instagram, Vine, Youtube, Tweeter…Geração Z no mercado de trabalho - Parte 3

As redes sociais promovem a satisfação de uma necessidade constante por popularidade, por atenção, por amizade, por amor. No mundo digital as relações podem ficar comprometidas. Por isso, muitos grupos costumam materializar suas relações digitais em lanchonetes do tipo fast food.

Num ambiente digital, qualquer coisa pode tornar-se viral em questão de segundos. Tanto o gosto por uma marca de um determinado produto, por um artista ou uma banda, como também o bullying virtual ou cyberbullying.

A realidade de uma fixação digital, pode tornar-se uma fantasia materializada e totalmente desprovida de bom senso. Recomendo assistir o filme The Bling Ring – A Gangue de Hollywood.

Alguns dizem que esta é uma geração alienada à informação de conteúdo. Hummm… já eu diria: de jeito algum! Os Zs são autodidatas, inundados por informações de todos os lados, o tempo todo. O problema é, realmente, conseguir administrar tudo ao mesmo tempo. Com isso, o aprofundamento, em muitos assuntos, pode “não passar muito da superfície”. Mas, isso não significa dizer que são alheios às questões político-sociais.

Quando uma necessidade real leva os Zs ao consumo, eles tornam-se extremamente conscientes sobre como vão gastar seu dinheiro. Odeiam o consumo de massa, porque fazem questão de preservar sua identidade individualista. Como previam os experts do Marketing, este é um consumidor que valoriza o atendimento personalizado e produtos que satisfaçam suas exigências individuais, únicas e exclusivas.

Eles aprenderam de seus pais que “cada pessoa é única”, “cada pessoa é diferente”, “cada pessoa é especial”. Talvez por isso, lidam muito mais facilmente com a diversidade e as diferenças. E o que não for compreendido, nem por isso precisa ser visto como um problema.

Diferentes dos Ys, os Zs são individualistas. Costumam achar que trabalham muito melhor sozinhos, do que em grupos presenciais. Se há necessidade de interação, isso pode se dar à distância – sem qualquer problema. Tornam-se muito mais focados desta forma, e por isso talvez possam realmente produzir mais e melhor.

Os Zs não parecem lidar bem com o emprego formal. Demonstram aptidão para serem seus próprios chefes, têm tino empresarial e para a liderança.

Como os Ys, porém de uma forma muito mais declarada e exigente, os Zs não gostam de horário regulado de trabalho. Definitivamente – hierarquia, pra que? Num ambiente empresarial, melhor uma matriz totalmente horizontalizada, ou seja: nada de chefes!

Porém, neste momento de crise econômica nacional percebe-se uma “abstração” ou “adiamento” desse seu comportamento exigente e muito particular em lugar de um “estar empregado”, mesmo que descontente – infelizmente.

O Zs são a geração dos filmes em série, jogos, e livros de terror – também conhecida por Geração Zombie, ou zumbi. “The Walking Dead”, “Guerra Mundial Z”, “Paranorman”, Meu Namorado é Um Zumbi”… Seria sua fixação por zumbis que deu a eles o título de Geração “Z”? Ou teriam simplesmente seguido a sequência do alfabeto, depois dos Xs e dos Ys?

Alguns dizem que o melhor título para essa geração seria o “M”, de “multitarefas”.

Geração X, Y, Z… Oops, acabou o alfabeto! O que virá, então? Na verdade, já veio – em 2010, nasceu a Geração “Alpha”. Conectados, desde os seus primeiros meses de vida.

Uma nova mudança. Um novo Início.

Claudio Cordeiro

15+ anos Gestor de Pessoas em grandes multinacionais. Especialista em Direito do Trabalho.